Prétu

PT / CV

PRÉTU Xullaji (antes chullage) é um rapper conhecido pelo seu “liricismo” e intervenção política. 


Nos últimos anos decidiu criar um projeto onde pudesse produzir as músicas para juntar o seu próprio multiverso sónico ao universo mais preto das suas letras. O resultado foi prétu: uma justaposição de samples de referências africanas, com as influências eletrónicas onde expressa o seu pensamento sobre Descolonização, Pan-africanismo, Afro-futurismo e Amor. 


Um processo de procura por música africana politicamente engajada da qual retira samples e junta programações do que lhe apetecer do dub, ao batuku, kilapanga, hip hop ou grime. Não há preocupação com género ou estilo, mas sim com poder experimentar, até sentir que as suas palavras e sons conseguiram exteriorizar ideias que o inquietam ou guiam. Uma conversa consigo e com a sua comunidade, o seu Black Fire, a sua invocação de entidades de outros futuros e dimensões, e também uma tentativa de se demarcar das perspetivas afro-americanas que se impõem a outras cosmologias da luta contra a opressão Além de juntar a sua música à de músicos que o inspiram, prétu cruza-se com a linguagem das artes visuais, teatro e da dança à procura duma estética visual própria, associando-se a outros criadores que vibram em frequências próximas. Prétu tem três singles Waters com Lowrasta, Fidju Maria com Dino d’Santiago e o mais recente A Luta Continua com Tristany.

 

PRESS

 

"O resultado é a justaposição e transformação das suas origens e referências africanas, com as suas influências eletrónicas para expressar o seu pensamento sobre o colonialismo, o pan-africanismo e um novo contexto político para África e a sua diáspora."

in Bantumen

 

"Com uma sonoridade que me arrisco a definir como pan-afro-futurista, ela encoraja-nos a descobrir mais sobre o passado para que se possa caminhar em frente."

Airton Monteiro in Hip Hop Sou Eu

 

Depois de ter participado em duas das faixas de MEIA RIBA KALXA, Prétu vê agora Tristany a retribuir-lhe o gesto neste revolucionário single, cuja mensagem aterrou decifrada na caixa de correio digital do ReB através de um comunicado: “O princípio que guia a letra é o de que o colonialismo não acabou e como tal a luta também não. E que esta se estende no tempo e nos espaço, do mato onde se travou a guerrilha nos anos 60/70 para o mato de cimento das colónias dá ainda metrópole, ou cidades africanas continuamente fustigadas pelos colonialismo e suas mazelas.”

ReB team in Rimas e Batidas