Paulo Flores

ANG

Embaixador da Boa Vontade do sistema das Nações Unidas em Angola, autor, compositor e intérprete, Paulo Flores constrói há trinta e três anos uma obra notável.

O artista fez parte do movimento percursor da Kizomba junto com Eduardo Paim, Ruca Van- Dunen entre outros, o seu primeiro disco em 1988 incluía o tema “ Isso é boda “ primeira vez que a palavra Kizomba entra como descrição do que na altura era só uma dança mas também da Kizomba como festa ou farra .

Este movimento da Kizomba reconhecível por um revestimento electrónico que veste e suporta uma mistura de zouk e música tradicional africana (Congo e Angola) que está então (e sempre) na memória de todos.

Desde os meados da década de 90 , 94/95 que Flores se reapropriou dos ritmos do Semba de outrora, introduzindo letras em português mescladas ao kimbundo e à gíria dos mussekes e periferias de Luanda.

Mais à frente, revisita os clássicos da música angolana dos anos 60 e 70, acompanhando-os com percussões tradicionais (puita, Dikanza, Hungú e mukindo) com o show “ Raiz da alma “ que apresentou no CCB em Lisboa e na Casa da música do Porto, um show que mesclava a percussão étnica com os dedilhados dos violões e as melodias das guitarras africanas.

Paulo Flores inscreve o seu trabalho numa linguagem que assenta na procura e na valorização do património musical angolano, com espaço para a influência de outros géneros musicais.

Surge hoje nesta bem sucedida mistura de influências africanas, caribenhas, brasileiras e afro-cubanas.

Considerado “ O poeta do povo “ Paulo Flores é um contador de histórias e narrativas que são fiéis depositárias da identidade angolana contemporânea.

PRESS

"A sua música lusitana desdobra-se, cintilante, em toda a sua complexidade rigorosa, ora lindamente ondulante, ora arranjada com dedilhados numa espécie de ritmo que dá a impressão de poder balançar dentro das canções".

Antoine Couder in Tout La Culture

 

"Recentemente, o poeta do semba e o rapper mais novo do grupo, Prodígio, uniram uma vez mais as suas vozes para dar vida a “Esperança”, um álbum colaborativo. Dizem que quando duas almas são compatíveis, a interação torna-se num processo simbiótico. Foi o que aconteceu com os dois artistas".

Bruno Dinis in Bantumen

"Numa interação perfeita com os vários músicos e instrumentos - como de resto costuma fazer nos concertos que quase transforma em jam sessions - Paulo Flores avisou: "De Angola, para quem não conhece, o semba". E tocou o tema Poema do Semba. E a dança saiu. Formaram-se pares. Dançou-se. Aplaudiu-se".

Patrícia Viegas in Diário de Notícias