Orchestre Poly Rythmo Cotonou

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BJ

Criada no Benim (país da África Ocidental encravado entre o Togo, a Nigéria, o Burkina Faso e o Níger – mas com acesso ao Atlântico), o país tem como capital a cidade de Porto-Novo (sim, foram os portugueses que lhe deram o nome e infelizmente a tornaram um importante porto de partida de escravos) mas a maior cidade é a também portuária Cotonou. Foi aí que, seis anos depois da independência do país (1960) surgiu o grupo musical Orchestre Poly-Disco, posteriormente baptizada como Le Tout-Puissant Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou, e cujo primeiro álbum sob essa designação foi editado em 1974, o lendário “Le Sato”.

 

Desde aí e ao longo das últimas décadas – com muitas mudanças de formação e alguns hiatos de carreira – a Orchestre Poly-Rythmo de Cotonou foi crescendo nas bocas do mundo e nos territórios da lenda como uma das mais fascinantes, originais e prolíficas bandas de música africana de sempre, senhora de uma discografia que ultrapassa mais de 150 títulos (entre LPs, singles, EPs, cassetes e CDs) e como um dos exemplos mais perfeitos de misturas de inúmeros géneros musicais (highlife, afrobeat, soukous/rumba congolesa, soul, jazz, disco-sound, música latino-americana, yé-yé francesa dos sixties, isto é, Dalida ou Françoise Hardy, etc, etc…) que incorporaram num som único e inesquecível.


“Madjafalao” é o nome albúm que em 2016 marca o regresso desta mítica banda, que continua a fazer a festa pelo mundo fora!

PRESS
 
“Em palco dez músicos capazes de fazerem a festa sem concessões, praticando um som ligado aos ritmos complexos das cerimónias sagradas do vudu do Benim, mas que desemboca numa sonoridade funk hipnótica, com sons de órgão, acordes de guitarras psicodélicas e derivações pelos blues, música cubana ou brasileira. Uma música física, difícil de definir – nem ocidental, nem africana, nem do passado, nem do presente. Intemporal. Às tantas houve público a subir ao palco. À volta deste dançou-se. Os músicos incitaram o público. E o público incitou os músicos. Palco e plateia no mesmo cerimonial celebrativo…”

Vítor Belanciano in Ipsilon

“Angular melodies, punchy horn lines, psychedelic guitar, an injection of funk and insistent, powerful percussion-beaten out on drums, gourds, bells and shakers. It’s music you can’t ignore.”

Simon Broughton in The Guardian