Bulimundo

CV  (Booking Worldwide)

O Conjunto Bulimundo foi fundado em 1978 por Carlos Alberto Martins, “Katchas”, num período de grande efervescência cultural no arquipélago, nomeadamente do movimento que defendia o retorno às origens da música tradicional - o Funaná - com vista a se encontrar novas formas musicais.

 

Bulimundo é, talvez, a mais significativa banda de funaná da actualidade. Entre as diversas coisas que entregaram à história da música de Cabo Verde, destaca-se o papel incontestável que tiveram na democratização deste género musical. Foram eles que o trouxeram para o centro da cidade, tirando-o do lugar subalterno a que o conservadorismo das autoridades coloniais o haviam entregue.

Em 1980, levaram-no ainda mais longe, abrindo caminho para a diáspora do funaná com discos como Djam Branku Dja e Bulimundo, que imortalizam a versão electrificada desse jogo constante entre o acordeão diatónico e o ferro-gaita. Discos que os levaram numa larga digressão para a Europa e EUA.

 

Constam ainda da sua discografia “Mundo Ka Bu Kaba” (1982), “Êxodo” (1983), “Compasso Pilon” (1984) e “Na Kal Qui Bu Ta Linha” (1991 depois do falecimento de Katchás em 1989) e o último CD seria “Ta N’Deria Ka ta Kai” (1997).

Depois de uma paragem de mais de 10 anos, o grupo voltou a juntar-se em Abril de 2017, na Praia - Cabo Verde, regressando aos palcos com 3 dos seus elementos fundadores, dos 8 que fazem actualmente parte da banda.

Este ano já marcaram presença em Portugal no Festival Tremor e no Festival Iminente, dois concertos inesquecíveis que provam a força e a vitalidade da banda.

PRESS

“Volvida uma carreira a espalhar o júbilo puro da sua música, recuperaram a sua unidade em 2017 para o continuarem a fazer. Estivemos lá e garantimos: o lugar dos Bulimundo não é em vinil esquecido ou inflacionado no Discogs — é agora. Connosco: a sua longa e saborosa combustão a orquestrar este crepúsculo que podia ser eterno, em que o guitarrista e o saxofonista prolongam a sua pequena coreografia, entre as centenas que brotam no público.“

Miguel Alexandre In Rimas e Batidas

“Colecção impagável de funanás que equivalem a uma festa permanente (...) cuja missão colectiva atinge um nível de verdade máxima sempre que Zeca di nha Reinalda pega no microfone. É daquelas vozes que parece sobrepor-se a tudo à volta, quase nos fazendo jurar que a única razão para haver instrumentos no grupo é para que a sua voz possa ser levada em ombros.”

Gonçalo Frota In Ipsilon